Monthly Archives: July 2017

Número de acidentes com crianças aumentam em período de férias escolares

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As férias escolares nem sempre batem com as folgas dos pais e em meio as atividades diárias, entreter e supervisionar as crianças pode ser uma missão muito difícil. Em períodos de férias o número de acidentes domésticos aumenta em média 30%, isso tudo porque é impossível manter os olhos o tempo todo nas crianças. Nesse caso, a melhor solução é adaptar a casa para que os acidentes sejam evitados.

Férias no mês de julho nem sempre é fácil, isso porque ainda tem a presença notável do frio. No caso de Ulisses, o entretenimento é garantido, pois ele adora inventar brincadeiras, o problema são as coisas que ele usa como brinquedo. “Tudo que ele pega se torna um brinquedo diferente. Quando acaba o churrasco tenho que tirar os palitos, pois se não ele pega para brincar”, disse a pedagoga e mãe de Ulisses, Dandara Mizael.

O cenário da casa de muitas pessoas parece inofensivo, mas esconde alguns perigos que as crianças acabam encontrando. Tomadas, escadas, fogão, varanda, objetos pequenos ou pontudos, podem em um único segundo de distração tornarem-se mortais para uma criança. “Teve uma vez que ele bateu na tabua de passar roupa e o ferro quente caiu no braço dele, isso porque eu estava prestando atenção, mas foi tudo muito rápido. É bem difícil dosar essa liberdade com o que pode e o que não pode, nós tentamos explicar com muita conversa”, disse Dandara.

Adaptar a casa para deixá-la mais segura é fundamental para quem tem crianças, tanto no período de férias quanto em qualquer outro período do ano. “Na casa, o que os pais podem fazer é colocar redes nas janelas. Se tiver escada, os pais podem colocar um portãozinho, se tiver algum móvel que a criança consegue abrir gaveta e usá-la para escalar o móvel, os pais podem usar a trava de gaveta, entre outras coisas”, disse a coordenadora da Ong Criança Segura, Gabriela Guida.

Entre crianças pequenas como o Ulisses, acidentes envolvendo produtos de limpeza ocupam a segunda colocação do ranking da FIOCRUZ de intoxicação. Coloridos e com cheiro agradável os produtos de limpeza costumam chamar a atenção das crianças, por isso eles devem ficar sempre em ambientes altos, em prateleiras ou em cima de armários, e sempre que possível dentro das embalagens originais para que a criança não confunda com refrigerante.

“Esses produtos de limpeza que são colocados nas garrafas PET chamativos para as crianças porque eles são coloridos e estão em um recipiente onde normalmente a criança associa com bebidas que estão acostumadas a tomar”, disse Gabriela. A recomendação é de que os pais fiquem de olho nas crianças a maior parte do tempo em que estão juntos para que não haja nenhum tipo de acidente.

Estudo recente traz injeção mensal como possível tratamento para manter HIV confinado

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Nos anos 1980, infelizmente, descobrir ser portador do vírus da Aids (síndrome da imunodeficiência adquirida) era como receber um atestado de morte precoce, não havendo formas eficientes de manter vivos e saudáveis os seus portadores. Hoje em dia, felizmente e graças aos avanços da ciência, já é possível que o ‘soropositivo’ (termo mais empregado atualmente, no lugar de ‘aidético’), tenha seu vírus confinado, bastando apenas que receba ele uma injeção mensal com um tratamento antirretroviral. Ao menos, é o que pôde concluir um estudo publicado no dia 24 de julho deste ano, uma segunda-feira. Desse modo, bastará aos soropositivos esse procedimento citado, não sendo mais necessária a ingestão diária de comprimido.

Publicado por uma revista britânica de nome ‘The Lancet’, foi realizado com o fim de testar as implicações de injetar-se nos soropositivos duas moléculas antirretrovirais, e envolveu, ao todo, 230 pacientes, analisados ao longo de quase dois anos, ainda que em alguns casos a carga viral fosse indetectável. As aplicações ocorriam entre intervalos ou de quatro ou de oito semanas, retirado o caso dos 56 que continuavam com os comprimidos diários.

Após esse período, durante o qual foram analisados os pacientes, chegou-se ao resultado de que a grande maioria, mais precisamente 87%, dos pacientes que recebeu o medicamento entre intervalos de quatro semanas, teve mantida a situação de uma carga viral indetectável. Já em relação aos pacientes em que se injetava as duas moléculas antirretrovirais a cada oito semanas, foram 94% deles constatados na mesma situação.

Então, quando comparados esses resultados do estudo com o que já se tinha, tomando como base os referidos 56 pacientes que permaneceram com a ingestão diária de comprimidos, percebeu-se que essas proporções de carga virtal indetectável continuavam na mesma faixa. Afinal, com os comprimidos diários, ela ficava em torno de 84%.

Mais detalhadamente, esse estudo de fase II, que foi apresentado na Conferência Internacional de Pesquisa sobre a Aids, ocorrido na cidade de Paris (França), utilizou as seguintes moléculas antirretrovirais: A cabotegravir, que foi desenvolvida pelo laboratório ViiV Healthcare, por sua vez uma filial da GSK, Pfizer e Shionogi, considerada especialista em HIV, vale pontuar. Inclusive, é também lá em que trabalha David Margolis, um dos autores desse estudo citado. A outra molécula foi a ‘rilpivirina’, que, por sinal, vem sendo desenvolvida pelo laboratório Janssen, por sua vez parte do famoso grupo Johnson & Johnson.

Assim, esse inovador tratamento anti-HIV, caracteristicamente injetável e de ação prolongada, só pôde surgir graças a essa aliança entre ambos os laboratórios. Como era requerida, indispensavelmente, a combinação das duas moléculas, sendo cada uma delas pertencente a um destes, só com aliança o estudo poderia ser concretizado, e, posteriormente, servir a referida união de moléculas injetáveis para o tratamento dos soropositivos, mantendo-os com a carga viral em nível tido como “indetectável”.

Por fim, Paul Stoffels, que é o diretor científico da Johnson & Johnson, veio a público salientar que poderia esse tratamento, num futuro próximo, servir como uma eficaz substituição ao convencional, para aqueles que em situação de carga viral indetectável, mas que ainda assim apresentassem alguma dificuldade em manter o tratamento diário de controle do HIV, por meio de ingestão oral.