Monthly Archives: August 2017

Em 14 capitais a cesta básica sobe e em outras 13 ela teve queda

Uma análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o Dieese, mostrou que o preço da cesta básica teve diminuição em 14 entre as 27 capitais brasileiras no mês de julho e alta em outras 13 capitais. Em Belo Horizonte a alta foi de 2,35% e em Recife foi onde teve a queda mais expressiva, com diminuição de 3,26%.

O Dieese verificou na avaliação, que a cesta básica mais cara do Brasil com preço médio de R$ 453,56 foi em Porto Alegre e em seguida São Paulo com o preço médio de R$ 357,28. As cestas mais baratas são a de Rio Branco e Salvador, com média de preço de R$ 33,06 e R$ 357,28. Os produtos com maiores altas no mês foram a manteiga e o tomate, em seguida a batata, a banana, a carne, o açúcar, o arroz, o óleo de soja tiveram as maiores quedas registradas no período.

No acumulado dos 6 primeiros meses de 2017, o custo da cesta diminuiu em 18 capitais, sendo em primeiro lugar Rio Branco com 13,63% a menos, depois Manaus com 8,51% a menos e a maior alta registrada foi de 4,17% em Aracaju.

O salário mínimo estimado pelo Dieese para que o trabalhador possa cobrir seus gastos do mês de julho teria que ser em torno de R$ 3.810,36, o que representa 4,07 vezes maior que o atual que é de apenas R$ 937,00.

Essa base é uma estimativa de avaliação que considera a determinação constitucional segundo o valor que o trabalhador recebe, sendo suficiente para suprir as necessidades de uma família com alimentação, saúde, vestuário, higiene, transporte, lazer, moradia e previdência.

O Brasil, além de ter a cesta básica de alto custo para o país, em São Paulo os legumes também tiveram alta no mês de julho, com o índice de preços da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo o Ceagesp, 2,34% mais caros, comparados a junho. No acumulado dos últimos 6 meses a alta foi de 5,10% em comparação com aos últimos 12 meses, com um recuo de 8,14% em média nesses meses.

 

A cidade de Ilhéus quer recuperar o prestígio do cacau baiano

 

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Um interessante acervo da história nacional está guardado em Ilhéus, da época em que o cacau estava no auge e que tempos depois acabou entrando em declínio, devido às pragas, secas e falta de cuidado nas plantações. Atualmente o cacau está voltando a ser o que era, tentando resgatar a franquia do “turismo do chocolate” e reescrever a famosa obra do escritor baiano Jorge Amado.

A população está tentando erguer de novo o cultivo da chamada “fruta dos deuses” nesse local, se empenhando de forma que possa recuperar a história de regiões como o Rio do Braço, que foi uma antiga estação da cidade onde o cacau era transportado, no período de 1920 a 1930, e também foi o primeiro distrito de Ilhéus.

Atualmente o local está todo em ruínas, sendo que a seca de 2016 afetou as plantações de cacau que ainda existiam ali.

Lucas Kruschewsky, que é empresário e está à frente do projeto de recuperação do Rio do Braço, está com o objetivo de resgatar o local como patrimônio cultural e histórico.

O empresário e ativista disse à Agência Efe, que o Rio do Braço sendo o primeiro distrito de Ilhéus, além de ser o local de gravação da novela e do filme de Jorge Amado, ele é muito importante e não se pode deixar de promover o resgate histórico e cultural da região.

O primeiro passo foi restaurar o galpão central que estava em ruínas, e que era por onde o cacau chegava, transformando ele em um restaurante de comida típica regional, visando primeiramente atrair os moradores locais e logo depois, os visitantes.

Segundo o empresário, dessa forma os moradores locais poderão ficar mais envolvidos com o projeto, podendo ajudar na recuperação da área e na volta dos produtores em plantar de novo o cacau, para que eles possam voltar a produzir o chocolate de origem, que é aquele que possui uma maior concentração da semente do cacau.

No país, Ilhéus é conhecida como a “rota do chocolate”, mas nos últimos anos esse destaque diminuiu. Os agricultores atualmente estão tentando levantar o prestígio do  chocolate baiano , como o principal do país, chegando a ser comparado com os chocolates suíços, já que os chocolates baianos usam no mínimo 30% a mais de cacau, na sua produção.

Especialistas explicam sobre a fome emocional e suas consequências

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Existem muitas situações em que a necessidade de comer está mais na cabeça do que na barriga. Devorar alguma coisa no meio de um trabalho estressante ou assaltar a geladeira de madrugada, são apenas algumas dessas situações.

Tem horas que bate aquela vontade desesperada de comer algo muito gostoso. Pra muita gente a fome vem no meio da tensão do dia a dia, para outros o desejo incontrolável de comer aparece bem longe do trabalho.

Você já passou por uma situação como essa? Muitas vezes durante a noite ou na madrugada, sentimos uma fome incontrolável. Mesmo após ter comido o suficiente, a fome aparece descontroladamente. A solução é atacar a geladeira em busca de comida, mas é aí que mora o perigo. Especialistas afirmam que os alimentos mais consumidos nesses momentos de fome emocional, são aqueles que mais possuem calorias.

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“Normalmente a fome é fisiológica. Ela aparece gradualmente quando a pessoa passa longos períodos sem comer. É como se fosse um carro que ao percorrer um caminho começa a perder combustível”, disse o cardiologista, Fábio César dos Santos.

Mas as vezes a vontade de se alimentar aparece por pressão de algum sentimento, como a ansiedade, a tristeza, ou alguma outra coisa. “O estresse é algo que está ali de mãos dadas com a fome emocional. Então a compensação da frustração ou do cansaço pela comida é muito comum”, disse a psicóloga, Rosalina Moura.

A psicóloga ainda adverte: “A pessoa tem vontade de comer e geralmente é algo muito específico”. Aquela vontade louca de devorar um chocolate, um doce, ou um hambúrguer enorme, acontece com quase todo mundo.

“O período noturno é onde você se desgastou durante o dia, ou na escola, ou no trabalho, ou nos seus relacionamentos, e a pessoa consegue encontrar um momento com ela mesma onde ela quer relaxar e encontrar prazer, que muitas vezes é encontrado na fome emocional”, disse Fábio.

Mas porque sentimos a necessidade de algo muito calórico quando estamos estressados ou tristes? A psicóloga responde: “O cérebro pede esses alimentos calóricos. Quando nós ingerimos alimentos com grande teor de açúcar ou de gorduras, é como se existisse uma explosão de dopamina”, disse Rosalina.

A dopamina é uma substância que atua no nosso cérebro e constitui todas as sensações de prazer que sentimos. E segundo especialistas, esse sentimento é viciante. O problema é que essa sensação viciante pode causar a necessidade de comer compulsivamente. Esse habito por sua vez, pode gerar problemas graves a saúde, como sobrepeso, hipertensão, diabetes, e até mesmo a obesidade.

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“É possível observar muitas vezes que as pessoas comem mais quando estão na companhia de determinada pessoa, e isso tem a ver com as emoções que são despertadas com aquele relacionamento. Ou então, que determinados períodos do dia sejam mais propícios para as pessoas comerem, como naqueles momentos onde o emocional está prejudicado”, disse Rosalina.

 

Especialistas alertam para a epidemia da falta de sono

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A falta de sono é um problema muito comum entre as pessoas. No entanto, muitas pessoas que nem mesmo sofrem com a temida insônia, acabam por dormir menos ou dormir mal. Uma pesquisa já revelou que as pessoas têm dormido em média até duas horas a menos todas as noites, e o grande vilão para isso são os estímulos externos do estilo de vida de cada pessoa.

Na vida moderna já ficou difícil arrumar tempo para dormir. Um dos sinais de que as pessoas estão dormindo cada vez menos, é que elas encostam em qualquer canto e acabam pegando no sono, como, por exemplo, dentro de ônibus, trem e metrôs. Isso aconteceu com o ministro da fazenda, Henrique Meirelles, que não resistiu ao cansaço de uma viagem e dormiu enquanto o presidente Michel Temer fazia um discurso.

Sabe aquela história de que a noite foi feita para dormir? Essa não é uma realidade vivida por muitos dos brasileiros, que acabam usando parte do sono para resolver tudo aquilo que não deu tempo durante o dia. Isso sem contar o quanto a tecnologia tem roubado o sono de muita gente, entre outros motivos que não deixam as pessoas dormirem.

Segundo um estudo feito por quatro universidades do mundo todo, as pessoas perdem 2 horas por noite tentando dormir. O que significa, 730 horas em apenas um ano, que é equivalente a um mês a menos de descanso.

“Hoje 40% das pessoas têm algum distúrbio do sono, isso somente no Brasil. Mas essa epidemia de falta de sono já se tornou uma característica do mundo todo”, disse o diretor do Hotel do Sono, Carlos Eduardo Aguiar.

Andréa, que é especialista na medicina do sono, explica porque isso tem acontecido: “O mundo está funcionando 24 horas, então as pessoas tendem a diminuir o tempo do sono. As tarefas diárias são muitas, por isso as pessoas perdem o sono e precisam fazer algo, ou precisam dar conta de algo que não pode ser deixado para depois. Mas o sono é prejudicado, pois as pessoas dormem cada vez mais tarde e acordam cada vez mais cedo. O problema é que essa falta de sono prejudica a saúde das pessoas”, disse a neurologista, Andréa Barcelar.

As consequências das noites mal dormidas podem ser muito graves a saúde: “Atualmente, há muitos jovens com transtorno de ansiedade, com depressão e altos índices de suicídio. Essas taxas são acompanhadas por poucas noites de sono, que no caso dos jovens, muitas vezes acontece por causa do uso excessivo de celulares e computadores. Além disso, a atividade física ficou em último plano para quem é viciado em tecnologia, agravando ainda mais a qualidade do sono”, disse Andréa.

“O sono é extremamente importante. Durante o sono nosso organismo continua funcionando, produzindo hormônios, metabolizando e criando anticorpos para o sistema imunológico. Então a pessoa que dorme mal, ou não dorme, pode ter repercussões imediatas e a longo prazo”, disse o neurologista, Luciano Ribeiro.

 

Adiantamento do 13º pelo INSS injetará R$19,8 bi na economia

A antecipação do 13º salário pelo INSS aos aposentados e pensionistas, está prevista para acontecer entre os meses de agosto e setembro de 2017, e deverá injetar R$19,8 bi na economia do país. O anúncio foi feito na sexta-feira, 28 de julho, através da Secretaria da Previdência.

Conforme indicado pelo próprio órgão do governo, a medida deverá beneficiar aproximadamente 29,4 milhões de segurados beneficiários, os quais irão receber a metade do 13º salário já a partir do dia 25 de agosto. O decreto autorizando tal antecipação, chamada também de Gratificação Natalina foi publicado na sexta, 28 de julho, no Diário Oficial da União. Este é o 12º ano que o governo mantém o pagamento de forma consecutiva.

A rigor, a lei vigente prevê o pagamento do benefício até o último mês do ano (dezembro), mas tendo em vista a pressão política exercida através do anos, o pagamento ficou sendo em média, no mês de setembro.

Nesta primeira parcela do benefício não haverá incidência do desconto do Imposto de Renda, o qual será cobrado somente no pagamento da segunda parcela, que acontecerá entre novembro e dezembro.

Casos de cálculos diferenciados

Em sua grande maioria, os aposentados e pensionistas receberão a metade do valor, porém existe a exceção para aqueles que passaram a receber o benefício após janeiro, caso em que o valor será calculado proporcionalmente.

Já para os segurados que recebem auxílio-doença, estes receberão uma parcela menor do que os 50%. Por ser um benefício temporário a autarquia calcula a antecipação proporcional ao período.

Por exemplo: um benefício que tenha entrado em vigor em janeiro, e que em agosto está vigente, terá o 13º salário calculado sobre 8 meses, sendo que o beneficiário receberá a metade do valor calculado. No mês de dezembro, se ainda afastado, o segurado receberá o restante do benefício.

São 4,5 milhões de segurados que recebem o benefício assistencial do tipo Loas, pago a idosos e pessoas com deficiência, de baixa renda, estes, por lei não tem o direito à antecipação do 13º salário.

Os conhecimentos médicos do Egito Antigo que são utilizados até hoje

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No Egito Antigo não havia uma separação bem definida entre a ciência e a religião, sendo que a Medicina acabava associada com a magia.

Era comum a crença de que as doenças, haviam sido mandadas por deuses como um tipo de punição ou que espíritos malignos, haviam entrado no corpo do doente e precisava ser afastado dele através de feitiços, cerimônias e amuletos.

Mas juntamente com tudo isso, a medicina era utilizada de forma bem prática, e certos métodos usados naquele tempo, ainda foram sendo usados através dos séculos.

Atualmente os pesquisadores acreditam que muito do que se sabia, acabou sendo perdido em algumas fatalidades, como a perda da Biblioteca Real de Alexandria. Mas é do conhecimento que a valiosa cultura do Egito, que evoluiu por cerca de três mil anos antes de Cristo, era muito desenvolvida.

De qualquer forma, é impressionante o que os egípcios conheciam na área da Medicina, como:

Cirurgia

Eles acabaram estudando bastante sobre o corpo humano, devido ao costume da mumificação.  Quando eles preparavam os corpos, eles podiam estudar as partes do corpo, e relacionar com as doenças que a pessoa havia tido durante a sua vida. Isso trouxe para eles um conhecimento sobre esse tema, que possibilitou a capacidade de começar a fazer cirurgias.

Tratamentos dentários

Um dos tratados médicos que é conhecido a mais tempo, o Papiro Ebers, contém várias receitas de bálsamos e práticas de preenchimentos.

Certas receitas incluíam mel, que é conhecido como antisséptico, e em alguns casos eles preenchiam os buracos dos dentes com linho.

Próteses

No Egito Antigo, eles necessitavam de próteses para as pessoas vivas e para os mortos, sendo que talvez até mais para os mortos, já que se pensava que quando o corpo chegava no além, ele precisava estar completo. O corpo passava pelo processo de completar o que estava faltando, e depois a mumificação era feita para a viagem final.

As próteses também serviam para os vivos, sendo que a mais antiga conhecida é o de uma mulher, que colocou a prótese de um dedo.

Circuncisão

Essa prática é usada por várias sociedades conhecidas na história mundial, tanto por motivos religiosos quanto médicos. No caso do Egito Antigo, ele era utilizado frequentemente, ao ponto do pênis não circuncisado ser tido como algo raro.

Sistema médico supervisionado pelo governo

O governo do Egito Antigo verificava o acesso do povo ao cuidado médico. Existiam instituições que ensinavam os médicos e eles seguiam matérias específicas. Eles recebiam também nesses locais, os pacientes para fazerem os seus tratamentos.

Também existem registros de acampamentos médicos montados perto de canteiros de obras, para oferecer atendimento aos trabalhadores que acabavam sofrendo acidentes.

Existem evidências que se esse acidente fosse no trabalho, o operário continuava recebendo o seu pagamento durante o tempo que ele não pudesse trabalhar, até o seu restabelecimento.

 

O Parque Nacional da Serra da Capivara está sofrendo pela falta de verbas

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O Parque Nacional da Serra Capivara, que é Patrimônio Mundial da Unesco, está ameaçado devido à falta de verbas, declarou Niède Guidon, que é a diretora-presidente da Fumdham (Fundação Museu do Homem Americano). Ela ainda falou que os recursos só irão durar mais dois meses, e a situação é realmente difícil.

Esse exemplar de preservação arqueológica, se encontra na parte sudeste do Piauí, e foi criada em 1979, possuindo mais de noventa mil hectares, onde está reunido os principais exemplares do acervo pré-histórico do Brasil. A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), em 1991, incorporou o parque ao Patrimônio Mundial, devido ao valor dos registros rupestres localizados na região. O local é administrado pela Fumdham e pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

Segundo Niède Guidon, é dever do governo federal mantê-lo, já que ele é um parque nacional, mas como o governo não tem dinheiro, as verbas não são suficientes para a manutenção adequada do parque. Atualmente a Fumdham, que possuía 270 funcionários, tem apenas trinta, e das 28 guaritas de proteção, hoje somente seis estão funcionando.

Hoje a fundação não recebe repasses frequentes. As dificuldades começaram em 2012 e 2013, quando as verbas necessárias eram de R$ 400 mil por mês. Na atual estrutura, são necessários cerca de R$ 100 mil mensais. Até o final do ano, a Fumdham receberá recursos da Petrobrás para conseguir cuidar do parque. Mas esses valores só irão ser liberados depois de agosto, e o parque não possui mais recursos a partir de julho.

Niède Guidon, que fez doutorado em arqueologia pré-histórica, em Sorbonne, está desde 1973 na Missão Arqueológica Franco-Brasileira, focando os seus trabalhos principalmente no Piauí, que atingiu o seu auge com a criação do parque. Ela ainda nos conta, que também existem outros patrimônios localizados no continente africano, com hotéis luxuosos ganhando dinheiro com o turismo, e que aqui na região do parque, isso não acontece.

O coordenador em exercício da Regional 5 do ICMBio, Daniel Castro, disse que o parque está passando por momentos de cortes e ajustes, devido a falta de recursos. A Fumdham acaba sendo a mais prejudicada, já que não recebe os recursos da instituição há vários meses. Mas não existe riscos de que a unidade seja fechada, ainda declarou Daniel Castro.

Uma emenda parlamentar foi aprovada, possibilitando o repasse de R$ 300 mil para a Fumdham. Os outros parques nacionais, também estão sofrendo  com a falta de verbas  por parte do governo federal.

O Escritório da Unesco no Brasil, declarou em nota, que está procurando diminuir os efeitos da falta de recursos ao

Parque Nacional da Serra da Capivara, trabalhando em conjunto com à Fumdham e o Governo Federal.

Felipe Montoro Jens noticia sobre projeto de concessão do Parque da Cidade em Brasília

De acordo com informações divulgadas recentemente no Diário Oficial, as empresas Una Consultoria Econômica e Socicam Administração de Projetos e Representações foram as escolhidas pela Secretaria de Fazenda do Distrito Federal para realizar um levantamento acerca da eficiência jurídica e econômica que uma Parceria Público-Privada (PPP) para a gestão do Parque da Cidade Sarah Kubistchek exerceria, informa Felipe Montoro Jens, especialista em Projetos de Infraestrutura.

Na nota do Diário Oficial, foi estabelecido que as empresas terão um prazo de até 90 dias para apresentar o estudo sobre a viabilidade da parceria, cujo intuito seria reformar as instalações do parque. Com uma estrutura bastante ampla, o Parque da Cidade Sarah Kubistchek possui quase cinquenta estabelecimentos, que incluem restaurantes, quiosques, um parque de diversão e um kartódromo, entre outros.

No ano de 2015, o conjunto de empreendimentos do parque gerou uma renda estimada de R$ 350 mil, enquanto, segundo dados da Secretaria de Turismo, os gastos com os serviços gerais, tais como, energia, limpeza e segurança para a manutenção do local foi de aproximadamente R$ 5,5 milhões para o governo do Distrito Federal nesse mesmo período, reporta Felipe Montoro Jens.

A Secretaria de Fazenda destacou que esse não é um serviço remunerado, mas que as empresas escolhidas para realizar os estudos terão a chance de participar no edital para a concessão. Após finalizado o prazo de 90 dias, o levantamento obtido para esse projeto será repassado para os devidos órgãos responsáveis, como por exemplo, o Tribunal de Contas. Em caso de aprovação dos estudos, o edital da Parceria Público-Privada será desenvolvido logo em seguida, com a estimativa de que a concessão seja realizada ainda no segundo semestre do ano de 2017, noticia o especialista Felipe Montoro Jens.

Desde o mês de setembro de 2016, já havia sido aberta pelo governo do Distrito Federal uma consulta com empresários que estariam interessados em administrar o Parque da Cidade Sarah Kubitschek.

O objetivo de uma possível parceria entre o governo e o setor privado é que haja uma reforma na administração do parque e assim ocorra uma inversão no atual cenário de déficit financeiro, informa o especialista em Projetos de Infraestrutura, Felipe Montoro Jens. Com uma área total de cerca de 4,2 milhões de metros quadrados, o parque recebe em média 14 mil visitantes durante os dias de semana e 37 mil nos finais de semana. Já em ocasiões e eventos especiais, esse número de visitantes pode subir para até 80 mil pessoas ao dia.

Quando o governo investe nesse tipo de parceria com o setor privado, o qual possui a capacidade e a experiência para dar continuidade a esses projetos, o Brasil tem uma boa oportunidade para diminuir o seu grande déficit de infraestrutura, principalmente em áreas como lazer, mobilidade urbana, transporte, educação e saneamento básico. Essas parcerias podem ser vistas como um valioso instrumento para a melhoria dos serviços públicos, fazendo com que o Brasil tenha os meios necessários para modernizar e ampliar a sua infraestrutura, oferecendo condições de vida melhores para a população, reporta Felipe Montoro Jens.

 

Grandes prejuízos estão sendo causados por desastres naturais no mundo

Um relatório do Banco Mundial e do Fundo Mundial para a Redução dos Desastres e a Recuperação, mostrou que no mundo, ocorrem prejuízos econômicos de mais de US$ 300 bilhões, em consequência de desastres naturais e acabam levando 26 milhões de pessoas, para o estado de pobreza com esses desastres.

Ele foi apresentado no COP22,  na cúpula do clima  de Marrakech, e avaliou os resultados da ação humana e econômica das ocorrências meteorológicas graves, resultantes das mudanças climáticas e de como elas estão afetando os índices de pobreza, mostrando que os números são bem piores do que se imaginava.

Esse estudo ainda mostra, que o Caribe e a América Latina são as regiões mais assoladas pelas secas e inundações frequentes, mostrando que as mudanças climáticas estão alterando cada vez mais, e as estimativas das perdas ocasionadas por essas situações nesses locais, chegam a uma média de US$ 84 bilhões anualmente.

Os números da pobreza dos habitantes aumentaram cerca de 14%, devido aos furacões ocorridos na maior parte dos países centro-americanos.

O relatório confirma que as seguradoras tiveram que pagar cerca de US$ 92 bilhões no ano de 2015, devido aos custos relacionados aos desastres meteorológicos graves.

A economista responsável pelo relatório, Stéphane Hallegatte, falou à Agência EFE, que o cálculo das perdas causadas por furacões, secas ou inundações alcançou no último ano, valores que chegam em torno de US$ 300 bilhões, já que esses desastres em sua maioria, aconteceram em países pobres e em locais que não são cobertos pelas empresas de seguros.

As maiores perdas ocorreram entre as pessoas mais humildes e que passam por situações de exclusão, porque os seus meios de sobrevivência dependem de menos ativos, já que o seu consumo está beirando os níveis de subsistência, e não conseguem ter recursos para que esses impactos dos desastres, sejam de alguma forma mais brandos, explicou a economista.

O estudo mostrou que desastres naturais têm uma consequência mais do que significativa no consumo do planeta, gerando prejuízos de mais de US$ 500 bilhões.

As mudanças climáticas de grande importância, colocam em risco os vários anos de avanços nos esforços ao combate à pobreza no mundo, afirmou o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, e ainda reforçou que criar uma recuperação diante desses acontecimentos, não é somente uma meta favorável ao fator econômico, mas é principalmente pelo fator moral.

O lado bom relatado por esse estudo, segundo a economista, é que foram analisados também os resultados se iniciativas fossem tomadas por países mais afetados, para criar soluções frente a essas tragédias, como sirenes avisando antecipadamente, ou ainda apólices de seguros e o possível aumento do número de pessoas, assistidas socialmente.

Se todas essas medidas fossem tomadas, o relatório concluiu que isso possibilitaria às comunidades e aos países, um corte nos prejuízos de US$ 100 bilhões e uma diminuição de 20% nas consequências geradas pelos desastres, concluiu a economista.