Com dois procedimentos foi possível reduzir o HIV em 42% na Uganda

Um trabalho que foi reportado no New England Journal of Medicina traz uma perspectiva animadora sobre o combate a AIDS no mundo. Segundo a matéria, duas práticas conseguiram diminuir aproximadamente 40% do numero de infectados pelo HIV no Distrito de Rakai, em Uganda. Os pesquisadores de uma universidade americana conseguiram provar que essas estratégias podem ser replicadas e com isso reduzir significativamente o numero de novas vitimas.

O trabalho que foi bem sucedido em prevenir o HIV se trata de circuncisão masculina voluntária de pessoas que não possuem AIDS e terapia antirretroviral naqueles que já contraíram a doença. Esses procedimentos visam evitar a transmissão da AIDS. De acordo com Anthony S. Fauci, um dos autores do projeto, ele disse que a principio eles não sabiam se essas medidas teriam eficácia numa população, pois o procedimento trabalha individualmente, mas os resultados mostraram que é possível reverter o crescimento da doença adotando essas práticas.

Para chegar a esse resultado, a pesquisa envolveu aproximadamente 34 mil pessoas com faixa etária de 15 a 49 anos, e foi realizado pelo governo da Uganda, que obteve financiamento estrangeiro. O programa realizou testes de HIV, distribuiu remédios antirretrovirais e promoveu a circuncisão masculina, com a anuência dos voluntários. Esse trabalho foi realizado ao longo de 17 anos, no período de 1999 e 2016.

Em 2016, 69% dos participantes alegaram estar usando os antirretrovirais, e 59¨% dos homens participantes permitiram a cirurgia de circuncisão, enquanto o hábito de uso de preservativos de pessoas que possuíam o hábito de realizar sexo com parceiros casuais ou múltiplos parceiros permaneceu o mesmo desde o inicio do projeto e a quantidade de adolescentes que se declararam virgens aumentou 25%. Com esses resultados os números de novas pessoas que contraíram a doença diminuiu de 1,17 a cada 100 para 0,6 a cada 100, uma redução de 42%.