Conheça um pouco da história da corrida de São Silvestre

No dia 31 de dezembro de cada ano é realizada nas ruas de São Paulo, a tradicional corrida de São Silvestre, é a corrida mais disputada e conhecida da América do Sul, onde alguns dos melhores atletas do mundo se reúnem para conquistarem esse significativo título.

O nome São Silvestre é uma homenagem a um Papa da Igreja Católica, o mesmo foi morto e declarado santo nesta data, 31 de dezembro. Com uma distância de 15 quilômetros, os participantes correm pelas ruas de São Paulo, em busca da vitória debaixo de sol e chuva. É uma corrida que tem a participação tanto de homens como de mulheres desde 1975.

A corrida de São Silvestre até o final da segunda guerra mundial, era uma corrida exclusivamente de brasileiros. A partir de então os estrangeiros começaram a participar, sendo que essa participação se dava por convites especiais, e apenas para países sul americanos.

A corrida alcançou um sucesso inesperado o que abriu as portas para corredores das diversas partes do mundo, essa abertura intercontinental começou mais precisamente em 1945, o que proporcionou um domínio absoluto dos estrangeiros que durou 34 anos. O domínio só foi quebrado por José João da Silva, que voltou a vencer 5 anos depois da primeira vitória.

O evento tinha se solidificado tanto na América do Sul, e também se tornou um sucesso entre os europeus a partir de 1953 com a vitória do grande campeão Emil Zatopec da Thecosvaquia. Mas ainda faltava uma fatia importante a ser conquistada, os Estados Unidos da América

A competição não tinha reconhecimento dos atletas americanos, mas um acontecimento histórico despertou o interesse da imprensa Norte Americana, a participação e a vitória de Frank Shorter na corrida de 1970, que dois anos depois viria a ser campeão olímpico em Munique.

A etapa de 2018 foi um desastre para os brasileiros, a superioridade dos Africanos na prova vem sendo notória desde muitos anos, especialistas afirmam que algo precisa ser repensado para que os brasileiros concorram de igual para igual.

A melhor colocação em 2018 entre as mulheres foi de Joziano Cardoso, que chegou apenas em décimo lugar, entre os homens o resultado foi ainda pior, Ederson Vilela amargou um decimo segundo lugar, com esses resultados o Brasil traz para seu currículo a pior performance do Século.